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Domingo,
22 de abril de 2001
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- Foi manchete de jornal e motivo para muita conversa e especulações
além da conta. Mas separações de casais em uma fase de vida mais madura,
como a da prefeita Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy, são mais
comuns hoje do que se imagina. E refletem um aspecto da realidade do País,
onde 50% dos casamentos não têm o chamado final feliz e acabam em uma
audiência de divórcio. Nos Estados Unidos, esses números são maiores – e
refletem uma tendência mundial: em cada cinco casais, um se separa nos
cinco primeiros anos; dois depois de dez anos e um antes de completar 15
anos de união oficial.
- “É um percentual bastante grande, mas revelador”, diz o terapeuta familiar Alexandre Rivero. “O que me chama a atenção, em casos
que envolvem pessoas de notoriedade, é a mobilização da população em torno
do assunto. Há uma inquietação. Parece que as pessoas estão falando de uma
perda significativa para elas próprias. Parece que se projetam nessa
situação. Não raras vezes, como se algo em sua vida também precisasse ser
repensado e demandasse uma mudança, um gesto de coragem”.
- Para Rivero, é comum que, nessa etapa da vida de qualquer pessoa, haja
um redimensionamento de valores e interesses, de filosofia existencial.
São transformações perfeitamente naturais em função do seu desenvolvimento
como profissional, como ser humano, mas que, muitas vezes, não são
acompanhadas pelo seu parceiro. “Isso necessariamente não implica em
deterioração do relacionamento. Significa apenas que mudou o foco das
pessoas, de como elas percebem a vida. É um momento de crise, sim. Mas, é
também um momento de renovação”, diz o Psicoterapeuta.

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