
Pensamento e Mudança
Eva Pomerantz, PhD, da Universidade de Illinois realizou estudo atual com 932 crianças durante um ano. As crianças com depressão e ansiedade duvidavam de suas habilidades escolares e sociais, tendiam a se responsabilizar por fracassos e atribuir sucessos a fatores externos. Este sistema de auto-atribuição desqualifica as conquistas destas crianças e as responsabilizam por falhas e erros.
Nossa experiência no Consultório de Psicologia e Resignificação Humana como terapeuta e supervisor confirma que a forma de perceber os acontecimentos é determinante na maneira de nos relacionarmos com nós mesmos e com os outros.
O entendimento de nossas experiências de sucesso ou fracasso está relacionado com nossas crenças e pensamentos, estes podem produzir oportunidades ou criar restrições. Respiramos idéias e nos convencemos da “verdade” delas, imprimindo desta forma uma maneira de ver e agir no mundo. Crenças negativistas reforçam um humor depressivo, crenças intensificadoras de perigo e ameaça, geram ansiedade acentuada. Exemplo: Se João acredita sistematicamente que seu fracasso profissional deve-se a si mesmo e quando é bem sucedido aos colegas e chefias, está tendência reforçará sua desvalorização pessoal.
A vontade exerce impacto poderoso para possibilitar a análise e o discernimento de nossos pensamentos e permitir mudar o olhar, aprendemos com esforço a lidar com emoções. Reestruturando pensamentos, na busca daqueles que produzem emoções de relaxamento, autovalorização e bem estar.
Aprender a dialogar com nós mesmos, tomando consciência de pensamentos e emoções, construindo assim uma mensagem interna tranqüilizadora e que inspire realização é fundamental para a saúde mental. Podemos atuar modificando nossas percepções e pensamentos, não estamos determinados “a pensar o que sempre pensamos” ou “olhar a vida da mesma maneira repetitiva”.
Em nosso exemplo João não está condenado a perceber seu desempenho da mesma forma indefinidamente, ele pode desenvolver a auto-assertividade, falando com firmeza consigo mesmo é ganhar autonomia e poder pessoal. Superando um pensamento de desqualificação e depressor afetivamente.
A Psicologia Cognitiva demonstra a importância do exercício da vontade e da capacidade de construirmos escolhas pessoais, inclusive modificando suposições disfuncionais, ou seja, aquelas que efetivamente não contribuem para a realização do nosso sentido de vida. A Terapia Cognitiva é uma ferramenta nobre na renovação de nossa estrutura mental, criando uma atmosfera rica em possibilidades e oportunidades. A Plasticidade Cerebral (capacidade de modificação do cérebro, que permite restabelecer-se após traumas, acidentes vasculares, regenerando-se ou compensando funções), parece apenas refletir a ampla competência humana de modificabilidade e aprendizagem.
Alexandre Rivero é Psicólogo, Especialista em Psicologia Clínica, Mestrado USP e Professor Universitário. Fone 2274-8217 – www.oconsultorio.com