Relaciona-se
com problemas de
memória,
Torgesen – 1988, pesquisas têm associado os déficits de memória a problemas
de leitura e linguagem, bem como dificuldades de pronúncia e
em outras áreas (Cohen, Netley e Clarke,1984) o uso ineficiente de
estratégias de ensaio e organização, bem como motivação limitada para o
envolvimento em esforços mentais intencionais resultam em déficits de memória.
Atenção,
falta
de competência para identificar estímulos importantes e salientes de um
conjunto de estímulos. Inabilidade de atenção seletiva.
Pesquisas demonstram que crianças
com transtorno de aprendizagem, apresentam: baixo-conceito de si próprias, não
buscam o sucesso, minimizam o valor do esforço e tendem a ser pessimistas no
resultado escolar.
A alunos com dificuldades de
aprendizagem apresentam menor competência metacognitiva.
Estudantes bem sucedidos,
quando desafiados, buscam informações, avaliam dados, selecionam a melhor
resposta e cuidadosamente respondem ao desafio.
Estudantes que não obtém
sucesso respondem de forma mais impulsiva e desorganizada.
Etiologia:
Múltipla, devendo ser avaliado
caso a caso.
O que fazer?
1-Desenvolver
competência metacognitiva, (capacidades de se perceber numa situação,de
refletir sobre suas cognições,de desempenhos, atitudes,de se perguntarem sobre
o que estão lendo, ...)
2-Treinamento
pela auto-instrução,( procedimento em que a criança aprende a falar consigo
mesma, a perguntar-se sobre a natureza de um problema, a abordagem mais eficaz
de uma tarefa, as informações relevantes e a qualidade de seu desempenho.) –
Vygotsky – a criança desenvolve a fala interna para manter o controle da
conduta (do controle do mundo externo para o controle do mundo interno). Fala em
voz alta e mantém a conduta, ainda esta sobre controle verbal. No estágio
final regula a conduta pela fala interna silenciosa. – Brewster (1992) a
auto-instrução na melhoria da leitura e da matemática.
3-Encorajar a automonitoração: baseia-se na auto avaliação e no
auto-registro.Visa gerar auto-regulação.
4-Treinamento de estratégias de resolução
de problemas, (técnicas, princípios ou regras que possibilitam aos estudantes
aprenderem a resolver problemas e completar tarefas) desenvolvendo assim
habilidades de lidar com problemas, independência, auto-regulação e sucesso
em tarefas.
5- Modificação de crenças e pensamentos: disfuncionais sobre expectativa de resultados escolares e acerca do desempenho na aprendizagem.
6-Identificar possíveis comprometimentos de
aprendizagem nas dimensões: neurológica / orgânica, contexto sócio-familiar,
psicológica ou problemas de escolarização (inadequação ou falta de
acompanhamento
7-Conforme as dimensões comprometidas indica-se: Tratamento Neurológico, Terapia Cognitiva, Fonoaudiologia, Psicopedagogia ou Reabilitação Cognitiva.
8-Não o chame de preguiçoso ou negligente.
9-Não faça comparações com irmãos, colegas, pais...
10-Não pressione criando medo de repetir de ano.
11-ajude-o a desenvolver tolerância consigo mesmo.
12-Fale sobre suas dificuldades francamente (respeitando-o).
13-Colocar o aluno próximo ao professor para que este possa intervir nas dificuldades.
14-Eliminar possíveis distrações (materiais não pertinentes à tarefa, janelas, colegas, sons diversos...).
Pesquisa Alexandre Rivero