Transtornos do Humor
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Transtorno de Humor Bipolar
“Minha vida é uma Montanha Russa!”
Transtorno
de Humor Bipolar caracteriza-se por perturbação no humor e na atividade da
pessoa com momentos de muita energia, euforia, agitação, insônia, gastos
desnecessários e em outras ocasiões baixa energia, depressão, idéias de
suicídio, culpa, irritabilidade, perda do prazer. Esta alternância do
humor produz comprometimentos e danos para vida pessoal, profissional e
familiar. Alexandre Rivero
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“Transtorno Bipolar”
por *Alexandre Rivero
“Minha Vida era uma Montanha Russa ... vivia numa intensidade muito grande, minha excitação era cansativa, me exaltava, assumia compromissos que não podia cumprir, falava em voz alta. Usava cores berrantes, bijuterias exageradas...” “... Ai tudo passava, depois vinha o choro, tristeza, culpa, é como se tudo ficasse sem sentido. Irritada, eu
desvalorizava a mim mesmo, as pessoas...”
O Transtorno de Humor Bipolar caracteriza-se por perturbação no humor e na atividade da pessoa com momentos de muita energia, euforia, agitação, insônia, gastos desnecessários e em outras ocasiões baixa energia, depressão, idéias de suicídio, culpa, irritabilidade, perda do prazer. Esta alternância do humor produz comprometimentos e danos para a vida pessoal, profissional e familiar. A auto-estima inflada ou grandiosidade. Perda de Sono, fala excessiva, sensação de que os pensamentos estão correndo. Distrai-se com facilidade e agitação psicomotora. Envolvimento excessivo em atividades prazerosas com risco de vida e acidentes para si mesmo e os outros. Terapias Cognitivas (psicólogo) associado ao acompanhamento médico é o tratamento mais
recomendado e eficaz.
Sintomas: Lista de Obsessões (pensamentos) e Compulsões (comportamentos):
Na fase de Mania (Euforia)
- auto-estima exagerada ou grandiosidade.
- redução da necessidade de sono
- fala exageradamente
- sensação de que os pensamentos estão correndo
- baixa atenção e concentração
- agitação motora
- envolvimento excessivo em atividades prazerosas, colocando-se em risco no ambiente profissional, social e familiar
Na fase de Depressão
- humor deprimido (choro, irritabilidade, tristeza acentuada)
- perda do prazer
- perda ou ganho significativo de peso
- insônia ou hipersonia
- inquietação ou de estar mais lento
- fadiga ou perda de energia
- sentimento de inutilidade ou culpa excessiva
- capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se - indecisão
- Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), idéias suicidas
Causas
O Transtorno Bipolar apresenta causas:
- neuroquímica desregulada;
- fatores hereditários
- fatores hormonais podem contribuir
- suscetibilidade hereditária, combinada com um ambiente altamente estressante e a falta de habilidades para lidar com situações conflitantes
-aprendizagem social (família, escola, social) que produziu alterações significativas na maneira de perceber os acontecimentos (cultura familiar produtora de pensamentos negativos, exagerados e intensificadores das emoções)
Como lidar com o Transtorno Bipolar?
1º Busque informação. Leia e procure entender este transtorno.
2º Procure resistir alterações de humor, pense na irracionalidade de certos pensamentos e no momento de euforia nas consequências.
4º Procure relaxar. Evite o stress!
5º Compreenda a importância do diagnóstico e tratamento - os resultados são muito positivos com tratamento psicológico, através da Terapia Cognitiva-Comportamental e tratamento médico.
Histórias de Superação: Vencendo o Transtorno Bipolar
" Minha Vida era uma Montanha Russa ... vivia numa intensidade muito grande, minha excitação era cansativa, me exaltava, assumia compromissos que não podia cumprir, falava em voz alta. Usava cores berrantes, bijuterias exageradas... Quando minha família me repreendia eu gritava e chegava à agressão física. Não conseguia iniciar uma atividade e concluir nestes dias... Ai tudo passava, depois vinha o choro, tristeza, culpa, é como se tudo ficasse sem sentido. Irritada, eu desvalorizava a
mim mesmo, as pessoas... Havia dias que em minutos eu passava das gargalhadas para o choro, quanto sofrimento. O caminho de tratamento foi um grande desafio, até eu aceitar que precisava de medicamentos e terapia. Quando parei de contestar os médicos e psicólogos, encontrei uma estabilidade que parecia impossível. Hoje sei o que tenho esta alteração química que sou portadora. Reconheço na Terapia o espaço de ponderação e discernimento, no acompanhamento médico o reequilíbrio químico. ” J.C.N.
Histórias de Superação:
Histórias que retratam a superação de transtornos psicológicos. Registros da importância do tratamento psicológico algumas vezes associado ao tratamento médico. Casos Clínicos que ilustram o valor do diagnóstico e a intervenção psicoeducativa, permitindo ao paciente apropriar-se do conhecimento científico (biblioterapia).
* Rivero é psicólogo clínico, mestrado USP e professor universitário
Classificação das Doenças Mentais: DSM-IV
Transtornos do Humor
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296.xx Transtorno Depressivo
Maior
300.4 Transtorno Distímico
296.xx Transtorno Bipolar
296.89 Transtorno Bipolar
II
301.13 Transtorno
Ciclotímico
293.83 Transtorno do Humor
Devido a ...
Critérios Diagnósticos
A. No mínimo cinco dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o
mesmo período de 2 semanas e representam uma alteração a partir do
funcionamento anterior, pelo menos um dos sintomas é (1) humor deprimido
ou (2) perda do interesse ou prazer.
(1) humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias indicado
por relato subjetivo (p. ex., sente-se triste ou vazio) ou observação
feita por terceiros (p. ex., chora muito). Nota: Em crianças e
adolescentes, pode ser humor irritável.
(2) acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas
as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por
relato subjetivo ou observação feita por terceiros)
(3) perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta (p.ex., mais
de 5% do peso corporal em 1 mês), ou diminuição ou aumento do apetite
quase todos os dias. Nota: Em crianças, considerar incapacidade de
apresentar os ganhos de peso esperados.
(4) insônia ou hipersonia quase todos os dias
(5) Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por
outros, não meramente sensações subjetivas de inquietação ou de estar
mais lento)
(6) Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
(7) Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode
ser delirante), quase todos os dias (não meramente auto-recriminação ou
culpa por estar doente)
(8) Capacidade diminuida de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase
todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros).
(9) Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer),
ideação suicida recorrene sem um plano específico, tentativa de suicídio
ou plano específico para cometer suicídio
B. Os sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto (p.
362).
C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
D. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (p. ex., droga de abuso ou medicamento) ou de uma condição
médica geral (p. ex., hipotireoidismo).
E. Os sintomas não são mais bem explicados por Luto, ou seja, após a
perda de um ente querido, os sintomas persistem por mais de 2 meses ou
são caracterizados por acentuado prejuízo funcional, preocupação mórbida
com desvalia, ideação suicida, sintomas psicóticos ou retardo
psicomotor.
300.4 Transtorno Distímico
Critérios Diagnósticos
A. Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado
por relato subjetivo ou observação feita por terceiros, pelo período
mínimo de 2 anos. Nota: Em crianças e adolescentes, o humor pode ser
irritável, com duração mínima de 1 ano.
B. Presença, enquanto deprimido, de duas (ou mais) das seguintes
características:
(1) apetite diminuído ou hiperfagia
(2) insônia ou hipersonia
(3) baixa energia ou fadiga
(4) baixa auto-estima
(5) fraca concentração ou dificuldade em tomar decisões
(6) sentimentos de desesperança
C. Durante o período de 2 anos (1 ano para criança ou adolescentes) de
perturbação, o indivíduo jamais esteve sem os sintomas dos Critérios A e
B por mais de 2 meses de cada vez.
D. Ausência de Episódio Depressivo Maior durante os primeiros 2 anos de
perturbação (1 ano para crianças e adolescentes); isto é, a perturbação
não é mais bem explicada por um Transtorno Depressivo Maior crônico ou
Transtorno Depressivo Maior, Em Remissão Parcial.
E. Jamais houve um Episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio
Hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para Transtorno
Ciclotímico.
F. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um
Transtorno Psicótico crônico, como esquizofrenia ou Transtorno
Delirante.
G. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma
Substância (p.ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral (p. ex., hipotireoidismo).
H. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
296.xx Transtorno Bipolar
Critérios Diagnósticos
A. Presença de apenas um Episódio Maníaco e ausência de qualquer
Episódio Depressivo Maior no passado.
B. O Episódio Maníaco não é mais bem explicado por Transtorno
Esquizoafetivo nem está sobreposto a Esquizofrenia, Transtorno
Esquizofreniforme, Transtorno Delirante ou Transtorno Psicótico Sem
Outra Especificação.
Critérios
Diagnóstico para Episódio Maníaco
A. Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado,
expansivo ou irritável, com duração mínima de 1 semana (ou qualquer
duração se for preciso internação).
B. Durante o período de perturbação do humor, três (ou mais) dos
seguintes sintomas persistiram (quatro, se o humor é apenas irritável) e
estiveram presentes em um grau significativo.
(1) auto-estima inflada ou grandiosidade.
(2) redução da necessidade de sono (p.ex. bastam 3 horas por dia)
(3) mais loquaz do que o habitual ou pressão por falar.
(4) fuga de idéias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão
correndo.
(5) distrainilidade (a atenção é desviada por mínimos estímulos)
(6) aumento da atividade dirigida a objetos ou agitação psicomotora
(7) envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto
potencial para consequências dolorosas.
C. Os sinotomas não satisfazem os critérios para episódio misto
D. A perturbação do humor é suficientemente grave a ponto de causar
prejuízo acentuado no funcionamento ocupacional, nas atividades sociais
ou relacionamentos costumeiros com outros, ou de exigir a
hospitalização, como um meio de evitar danos a si mesmo e a terceiros,
ou existem características psicóticas.
E. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância ou condição médica geral.
296.89
Transtorno Bipolar II
Critérios Diagnósticos
A. Presença (ou histórico) de no mínimo um Episódio Depressivo Maior.
B. Presença (ou histórico) de um Episódio Hipomaníaco.
C. Jamais houve um Episódio Maníaco ou um Episódio Misto
D. Os sintomas de humor nos Critérios A e B não são mais bem explicados
por Transtorno Esquizoafetivo nem estão sobrepostos a Esquizofrenia,
Transtorno Esquizofreniforme, Transtorno Delirane ou Transtorno
Psicótico Sem Outra Especificação.
E. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
301.13 Transtorno Ciclotímico
Critérios Diagnósticos
A. Pelo período mínimo de 2 anos, presença de numerosos períodos com
sintomas hipomaniacos e numerosos períodos com sintomas depressivos que
não satisfazem os critérios para um Episódio Depressivo Maior. Nota: Em
crianças e adolescentes, duração mínima de 1 ano.
B. Durante o período de 2 anos estipulado em A (1 ano para crianças e
adolescentes), o indivíduo não ficou sem os sintomas do Critério A por
mais de 2 meses consecutivos.
C. Nenhum Episódio Depressivo Maior, Episódio Maníaco ou Episódio Misto
esteve presente durante os 2 primeiros anos da perturbação.
D. Os sintomas no Critério A não são mais bem explicados por Transtorno
Esquizoafetivo nem estão sobrepostos a Esquizofrenia, Transtorno
Esquizofreniforme, Transtorno Delirante ou Transtorno Psicóticos Sem
Outra Especificação.
E. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral (p. ex., hipertireoidismo).
F. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
293.83
Transtorno do Humor Devido a ... [Indicar a Condição Médica Geral
Critérios Diagnósticos
A. Predomínio de uma perturbação proeminente e persistente do humor,
caracterizada por um dos seguintes quesitos (ou ambos):
(1) humor depressivo, ou acentuada diminuição do interesse ou prazer em
todas ou quase todas as atividades
(2) humor eufórico, expansivo ou irritável
B. Existem evidências, a partir do histórico, do exame físico ou de
achados laboratoriais, de que a perturbação é a conseqüência fisiológica
direta de uma condição médica geral.
C. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental
(p. ex., Transtorno da Adaptação Com Humor Depressivo, em resposta ao
extresse de ter uma condição médica geral).
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um
delirium.
E. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo. |
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