Distúrbios de Aprendizagem do Hemisfério Direito

 

Dificuldades em matemática na presença de leitura e ortografia, conceitos quantitativos, tais como tempo e  dinheiro. História   de  coordenação motora com comprometimentos, em especial a fina. São vistos na pré-escola como menos interessados e menos hábeis em desenho e em quebra cabeças. Manifestam muitas vezes medo de altura, evitam brincadeiras no recreio. Na idade escolar apresentam coordenação óculo-manual fraca, desempenho inferior na construção de coisas, modelos e em atividades artísticas. Podem ter dificuldades em localizar lugares estranhos. Quando não confusos na escrita, apresentam lentidão  no escrever.O lápis é pego de forma desajeitada, prendendo-o fortemente entre os dedos, exercem muita pressão na folha de papel, gerando linhas grossas, negras e pontudas. Letras variam de tamanho e ao espaçamento, diferentes alturas, acima da linha. Palavras colocadas de maneira irregular na folha e as margens à esquerda podem desviar-se para a direita.

Em relação a matemática tentam resolver problemas que são muito complicados para eles, produzem respostas incorretas, incoerentes, desalinham a coluna de números e cometem erros que revelam deficiência  na noção de valores. Subtraem  valores chegando a resultados equivocados Ex: 11-7=66. Enquanto as crianças disléxicas cometem inversões de números, ou não sabem fatos básicos da matemática, recorrem a contagem nos dedos.Não tentam na maioria das vezes resolver problemas que lhe sejam difíceis.

 

Etiologia:

 Não clara nem conclusiva. Estabelecem estudos relacionados com o X frágil em meninas (visto que nos homens seria retardo), na sindrome de Turner, outras causas ambientais e comportamentais.

 

O que fazer:

1-Problemas da escrita: admitir não ser um problema motivacional, aprender a digitar e contar o tempo para completar tarefas escritas. Treino de habilidades espaciais, motricidade fina e visoespaciais.

 

2-Na área da matemática o déficit de raciocínio espacial, utilizar papel quadriculado, para manter colunas alinhadas, a criança deve estimar uma resposta antecipadamente e checar sua resposta com uma calculadora.

 

3-Nas funções executivas, ainda em matemática,  apresentará dificuldades em problemas verbais complexos e em cálculos com vários passos (ex: divisão longa), podem ser ajudadas com “receitas” ou algoritmos escritos explícitos, passo a passo, que as guiem ao longo de problemas com várias etapas. 

4-Criação de um tutor que modele funções metacognitivas,  por meio de uma progressão explícita passo após passo ao longo do problema, incluindo estimativas, metas, sub-rotinas e procedimentos de verificação.

5-Conforme as dimensões comprometidas indica-se: Tratamento Neurológico, Terapia Cognitiva, Psicopedagogia ou Reabilitação Cognitiva.

6-Desenvolver competência metacognitiva, (capacidades de se perceber numa situação,de refletir sobre suas cognições,de desempenhos, atitudes,de se perguntarem sobre o que estão lendo, ...)

 

7-Treinamento pela auto-instrução,( procedimento em que a criança aprende a falar consigo mesma, a perguntar-se sobre a natureza de um problema, a abordagem mais eficaz de uma tarefa, as informações relevantes e a qualidade de seu desempenho.) – Vygotsky – a criança desenvolve a fala interna para manter o controle da conduta (do controle do mundo externo para o controle do mundo interno). Fala em voz alta e mantém a conduta, ainda esta sobre controle verbal. No estágio final regula a conduta pela fala interna silenciosa. – Brewster (1992) a auto-instrução na melhoria da leitura e da matemática.

 

8-Encorajar a automonitoração: baseia-se na auto avaliação e no auto-registro.Visa gerar auto-regulação.

 

9-Treinamento de estratégias de  resolução de problemas, (técnicas, princípios ou regras que possibilitam aos estudantes aprenderem a resolver problemas e completar tarefas) desenvolvendo assim habilidades de lidar com problemas, independência, auto-regulação e sucesso em tarefas.

 

10-Modificação de crenças e pensamentos: disfuncionais sobre expectativa de resultados escolares e acerca do desempenho na aprendizagem.

 

11-Não o chame simplesmente de preguiçoso ou de desleixado.

 

12-Não faça comparações com outros membros da família ou com colegas de  classe.

 

13-Não exerça pressão sobre ele a ponto de o amedrontar com a perspectiva de não passar de ano ou de deixar você desapontado.

 

14-Motive a ir devagar, dando tempo ao tempo.

 

15-Fale francamente sobre dificuldades dele.

 

16-Colocar o aluno numa das carteiras mais próximas do professor para que este possa acompanhar com atenção suas dificuldades.

 

17-Eliminar possíveis focos de distração (materiais desnecessários, janelas, colegas desconcentrados, barulhos...).

 

Pesquisa Alexandre Rivero