Dislexia
distúrbio
DISLEXIA
- dificuldades na leitura e escrita
A definição mais usada na atualidade é a do Comitê de Abril de 1994, da
International Dyslexia Association - IDA, que diz:
"Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio
específico da linguagem, de origem constitucional, caracterizado pela
dificuldade de decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no
processo fonológico. Estas dificuldades de decodificar palavras simples não são
esperadas em relação a idade. Apesar de submetida a instrução convencional,
adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e não possuir distúrbios
cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição
da linguagem. A dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as
diferentes formas de linguagem, freqüentemente incluídos problemas de leitura,
em aquisição e capacidade de escrever e soletrar."
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Associação
Brasileira de psicopedagogia http://www.uol.com.br/psicopedagogia/disturbios/dislexiarec.htm
Indicadores de criança com Dislexia:
-
Cerca de 8 anos e meio ou menos
·
Há
dificuldade de leitura
;
·
ainda
tem dificuldade para soletrar
;
·
Com
atividades não relacionadas a leitura e soletração é esperta e inteligente
;
·
inverte
os números, por exemplo 15 por 51 ou 2 por 5
;
·
escreve
"b" ao invés de "d"
;
·
necessita
usar blocos, dedos ou anotações para fazer cálculos
;
·
tem
alguma dificuldade incomum em lembrar a tabuada
;
·
demora
a responder ;
·
confunde
a esquerda com a direita
;
·
é
desajeitada (algumas crianças com dislexia são, mas não todas)
;
·
tem
dificuldade em pegar ou chutar bola
;
·
tem
dificuldade em atar os sapatos, vestir ou trocar de roupa
;
Com
8 1/2 a 12 anos:
·
comete
ainda erros negligentes na leitura
;
·
ainda
comete erros esquisitos na soletração
;
·
omite
algumas letras nas palavras
;
·
não
tem bom senso de direção, confundindo às vezes esquerda com direita
;
·
às
vezes confunde "b" com "d"
;
·
ainda
acha a tabuada difícil
;
·
ainda
utiliza os dedos das mãos, dos pés e sinais especiais no papel para fazer cálculos
;
·
a
compreensão de leitura é mais lenta do que a esperada na idade dele
;
·
leva
mais tempo do que a média para fazer trabalhos escritos na escola ou em casa
;
·
o
tempo que leva para fazer as quatro operações aritméticas, parece ser mais
lento do que o esperado para sua idade
;
·
demonstra
insegurança e baixa apreciação sobre si mesmo
;
Com
12 anos ou acima:
·
Há
ainda erros na leitura
;
·
quando
faz soletração, nota-se ainda algumas incorreções
;
·
as
instruções, os números de telefone, etc... tem às vezes de ser repetidos
;
·
atrapalha-se
pronunciando palavras longas (faca experiência com palavras como:
preliminarmente, filosoficamente, paralelepípedo)
;
·
se
confunde, às vezes, com lugares, horários e datas
;
·
muita
verificação tem de ser feita antes de poder copiar corretamente;
·
ainda
tem dificuldade com as tabuadas mais difíceis
;
·
na
forma tradicional de recitar as tabuadas , se perde e pula alguns números,
esquecendo em que ponto esta
;
·
diga-lhe
quatro números, por exemplo 4 - 9 - 5 - 8, pronunciados em intervalos de um
segundo, e, peça-lhe para dizer em ordem inversa ;
·
ainda
volta aos hábitos da idade anterior quando se cansa
;
·
tem
dificuldades em planejar e fazer redações
;
Todas
as Idades:
·
Há
alguém mais na família com o mesmo problema
;
·
Você tem a
impressão que existe anomalias e inconsistências na performance dele; que é
esperto e inteligente em alguns aspectos ,mas parece ter um bloqueio parcial ou
total em outros, difícil de explicar;
·
Atraso
na aquisição da linguagem;
·
Problemas
de dominância lateral (lateralidade) ;
·
Atrasos
na locomoção;
Manifestações
da leitura-escrita:
·
confusão
entre letras, sílabas ou palavras com diferenças de grafia: a-o; c-o; e-c;
f-t; h-n; i-j; m-n; v-u... ;
·
confusão
entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação
no espaço: b-d; d-p; b-q; d-b; d-p; d-q; n-u; a-e...;
·
confusão
entre letras que possuem um ponto de articulação comum e cujo sons são
acusticamente próximos: d-t; j-x; c-g; m-b; b-p; v-f...;
·
inversões
parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las;
pla-pal...;
·
substituição
de palavras por outras de estrutura similar, porém com significado diferente: soltou-salvou;
era-ficava...;
·
adição
ou omissão de sons, sílabas ou palavras: casa- casaco; famoso-fama;
·
repetições
de sílabas, palavras ou frases;
·
saltar
linhas, retroceder linhas ou perder a linha de leitura;
·
soletração
defeituosa, leitura sílaba a sílaba ou palavra a palavra;
·
problemas
de compreensão semântica;
·
leitura
e escrita em espelho;
·
ilegibilidade;
·
na
leitura silenciosa: murmúrio ou movimentação dos lábios e lentidão.
Outras
perturbações escolares:
Sem
serem características da dislexia, estas perturbações normalmente acompanham
os casos de jovens com dislexia:
·
Alterações
na memória de séries e seqüências;
·
Orientações
direita-esquerda;
·
Problemas
na produção de linguagem escrita, reproduzindo as dificuldades enumeradas para a
apreensão de textos;
·
Dificuldades em matemática.
Aspectos
emocionais:
·
Atitude
depressiva diante e suas dificuldades;
·
Atitude
agressiva e pejorativa diante dos seus iguais ou superiores;
·
Manifestações de antipatia e recusa por atividades ligadas à leitura e escrita;
·
Falta de
auto-confiança.
Para
que seja diagnosticado um caso de dislexia,não é necessário que estejam
presentes simultaneamente todos estes indicadores.
http://trends.dts.cet.pt/users/jpaulo/dislexia/d_diagn.htm
“Nota:
A característica essencial é um comprometimento específico e significativo do
desenvolvimento das habilidades da leitura, não atribuível exclusivamente à
idade mental, à transtornos de acuidade visual ou
à escolarização inadequada. As capacidades de compreensão da leitura,
do reconhecimento das palavras, da leitura oral, e do desempenho de tarefas que
necessitam de leitura podem estar todas comprometidas. O transtorno específico
da leitura é acompanhado freqüentemente de dificuldades de soletração,
persistindo comumente na adolescência, mesmo quando a criança tenha tido
alguns progressos na leitura. As crianças que apresentam um transtorno específico
da leitura tem freqüentemente antecedentes de transtornos da fala ou da
linguagem. O transtorno se acompanha normalmente de transtorno emocional e de
transtorno do comportamento durante a escolarização.” cid10
Presente
de 5% a 10% na população
Etiologia:
Disfunção neurológica, as
pesquisas apontam para a causa hereditária.
O que fazer:
1-Não o chame simplesmente de preguiçoso ou de desleixado.
2-Não
faça comparações com outros membros da família ou com colegas de classe.
3-Não
exerça pressão sobre ele a ponto de o amedrontar com a perspectiva de não
passar de ano ou de deixar você desapontado.
4-Não
exija que ele leia em voz alta perante seus colegas (sem seu consentimento).
5-Não
espere que aprenda a soletrar uma palavra após escrevê-la repetidas vezes, com
a finalidade de lembrá-lo. Certamente não se lembrará.
6-Não
fique surpreso se facilmente se cansar ou se desanimar.
7-Não se surpreenda se a caligrafia for irregular ou feia. Boa caligrafia é muito difícil.
8-Não
se surpreenda se o desempenho for incongruente; se em algumas ocasiões se sair
bem e em outras não.
9-Não
diga somente "tente esforçar-se", incentive nas coisas que gosta e
faz bem feito.
10-Manifeste
sua apreciação pelo esforço, como por exemplo, elogiando-o por tentar escrever
uma história. Mesmo que ela contenha muitos erros, diga que a maioria das
palavras estavam certas.
11-Estimule
a olhar as palavras detalhadamente, poucas letras de cada vez.
12-Fale
francamente sobre dificuldades dele.
13-Ajude
a reconhecer que há muitas coisas que pode fazer bem.
14-Motive a ir devagar, dando tempo ao tempo.
15-Colocar
o aluno numa das carteiras mais próximas do professor para que este possa
acompanhar com atenção suas dificuldades ;
16-Eliminar possíveis focos de distração (materiais desnecessários, janelas, colegas desconcentrados, barulhos...);
17-Conforme as dimensões comprometidas indica-se: Tratamento Neurológico, Terapia Cognitiva, Fonoaudiologia, Psicopedagogia ou Reabilitação Cognitiva.
18-Desenvolver
competência metacognitiva, (capacidades de se perceber numa situação,de
refletir sobre suas cognições,de desempenhos, atitudes,de se perguntarem sobre
o que estão lendo, ...)
19-Treinamento
pela auto-instrução,( procedimento em que a criança aprende a falar consigo
mesma, a perguntar-se sobre a natureza de um problema, a abordagem mais eficaz
de uma tarefa, as informações relevantes e a qualidade de seu desempenho.) – Vygotsky – a criança desenvolve a fala interna para manter o controle da
conduta (do controle do mundo externo para o controle do mundo interno). Fala em
voz alta e mantém a conduta, ainda esta sobre controle verbal. No estágio
final regula a conduta pela fala interna silenciosa. – Brewster (1992) a
auto-instrução na melhoria da leitura e da matemática.
19-Encorajar a automonitoração: baseia-se na auto avaliação e no
auto-registro.Visa gerar auto-regulação.
20-Treinamento de estratégias de resolução
de problemas, (técnicas, princípios ou regras que possibilitam aos estudantes
aprenderem a resolver problemas e completar tarefas) desenvolvendo assim
habilidades de lidar com problemas, independência, auto-regulação e sucesso
em tarefas.
21-Modificação de crenças e pensamentos: disfuncionais sobre expectativa de resultados escolares e acerca do desempenho na aprendizagem.
Associação
Brasileira de psicopedagogia
http://www.uol.com.br/psicopedagogia/disturbios/dislexiarec.htm
ler bibliografia
Pesquisa Alexandre Rivero