Enurese
Transtorno
caracterizado por micção involuntária (diurna e/ou noturna) anormal
levando-se em conta a idade mental da criança, e que não está ligada a um
transtorno do controle vesical de origem neurológica, crises epilépticas ou
anomalia orgânica do aparelho urinário. A enurese pode existir, de modo contínuo,
depois do nascimento ou ser precedida de um período de controle de função
vesical. Pode-se acompanhar de um transtorno mais generalizado das emoções ou
do comportamento. CID-10
Afeta
a auto-estima da criança. Dormir em casa de amigos, excursão da escola,
campo de férias, torneios desportivos, visitas a familiares... Uma criança
com enurese evita todas estas atividades com medo que o seu "grande
segredo" seja revelado.
Algumas crianças têm bexigas
de menor capacidade (bexigas pequenas) ou não conseguem reduzir a produção de
urina durante o sono (o que deve ocorrer normalmente, graças à produção de
um hormônio – (o hormônio anti-diurético) pelo que não conseguem "agüentar"
a urina que produzem durante o sono.
Etiologia:
Infere-se
por deficiências no desenvolvimento neuromuscular e cognitivo. Fatores sócio
emocionais ( busca de atenção, ambiente ineficaz no treino de controle) falhas
no treinamento da toalete.
O que fazer:
1
-Treinar o controle da urina solicitando durante a vigília que a criança
retenha a urina, de inicio 3 minutos, podendo, este controle ser aumentado
gradativamente.
2-Lembrar
as criança para...NÃO beber muitos líquidos antes de ir para a cama,
FAZER xixi antes de se deitar .
3-Valorizar
a criança quando ela não urina na cama.
4-Criar
um sistema de automonitoramento, uma ficha aonde será assinalado os dias em que
não urinou e os em que urinou na cama.
5-Observar
se existe alguma carência afetiva, necessidade de atenção não satisfeita.
6- Buscar identificar o significado destes comportamentos no contexto de vida desta criança.
Pesquisa Alexandre Rivero