Transtorno
de Déficit de Atenção/Hiperatividade
Deficiência
de atenção, controle de impulsos, regulação de atividade motora, afeta o
psicossocial (família, escola, ...). Pais se queixam de não concordância,
imaturidade emocional, progresso acadêmico insatisfatório.
Observa-se:
desatenção, impulsividade e hiperatividade, não escutam instruções, não
terminam trabalhos, sonham acordado, incomodam-se facilmente. Interrompem outras
crianças, não aguardam sua vez em atividades e jogos, iniciam tarefas antes
das instruções serem completadas,
fazem comentários indiscretos, "sempre em movimento", falam
excessivamente, dificuldade de aceitar e adaptar-se as regras ou solicitações,
fica mais acentuado na ausência do adulto, quando a auto-regulação é
fundamental.
Início:
antes dos 7anos.
Manifestação:
lar, escola, comunidade.
Presença
em: 3% a 5% da população, 50% levam para a vida adolescente e adulta. Na vida
adulta pode resultar em depressão e alcoolismo.
Hiperatividade
- é uma atividade motora intensa, composta por movimentos involuntários,
associados aos movimentos voluntários, os quais a criança não consegue
controlar. Muitas vezes essa movimentação intensa é acompanhada por
hiperatividade verbal ou ideativa.
A
criança com hiperatividade possui assim, um aumento na atividade motora. Um
exemplo disso, seria quando colocamos uma criança com hiperatividade em frente
a um aparelho de televisão; com freqüência mantém-se inquieta, movimenta-se
constantemente, distrai-se facilmente.
A hiperatividade presente na vida motora da criança, também na atividade cognitiva, baixa concentração.
Não coordenação
Motora e Falta de Equilíbrio - são funções dependentes da maturação do cerebelo.
Como esta maturação não está presente na maioria das crianças portadoras da
Síndrome do Déficit de Atenção, elas possuem alterações na coordenação
motora e falta de equilíbrio, sendo crianças que derrubam objetos, machucam-se freqüência.
Sensibilidade
- ocorre devido o atraso na maturação das áreas do cérebro que comandam as
noções de esquema corporal e praxias. As crianças com SDA possuem uma certa
dificuldade gnósicas ( como de localização corporal) e alteração de
sensibilidade. Sendo assim, essas crianças ao sofrerem algum tipo de
ferimento, demoram mais para percebê-lo, e na maioria das vezes nem sabem como
ocorreu.
Distúrbios da Fala- encontra-se atraso na aquisição e desenvolvimento da linguagem, fato que pode ocorrer devido à dificuldade de atenção.
São crianças tidas como "desligadas", "inquietas", "desajeitadas", sendo na
maioria das vezes rejeitadas pela sociedade. Devido
a rejeição a qual é submetida, a criança pode desenvolver baixa estima e agressão.
Distúrbio
de aprendizagem
Portanto, as crianças com SDA são "crianças problemas" na escola, com muita dificuldade na aprendizagem, principalmente devido às alterações de atenção e conseqüentemente concentração.
No texto: " Síndrome do Déficit de
Atenção" Christiane
Araújo Angelotti a autora contou com a colaboração ,na Parte I ,das Fonoaudiólogas:
Kátia Meneghetti e Dinorah Q. L de Vita no ano de 1996.
- A hiperatividade não quer
dizer “correr de um lado para o outro, mas sim também falar sem parar”.
- A dificuldade em permanecer atento TORNA-SE ACENTUADA EM TAREFAS COTIDIANAS, POUCO ESTIMULANTES.
Etiologia:
Desequilíbrio neuroquímico da
dopamina e noropinefrina, região cerebral atingida: pré-frontal e límbica.
Possíveis causas: genética
gravidez, complicações no nascimento ou pós nascimento, número menor por lesão
cerebral, chumbo.
Ambiente pode exarcerbar mas não causara o DAS. O esclarecimento disto aos pais diminui a culpa.
Comorbidade:
Desobediência, brigas, crises
de raiva, mentiras, roubos, transtorno desafiador opositor, transtorno de
conduta -> alienam seus iguais que acabam respondendo com rejeição e hesitação
social -> gerando baixa auto-estima.
Apresenta-se também baixa
tolerância a frustração, depressão e ansiedade, pais muitas vezes ficam
negativos e diretivos, acabam percebendo-se como não habilidosos, estressados,
sentindo-se com depressão e discórdia conjugal.
O que fazer:
A Psicoterapia Cognitiva mostra-se um recurso muito importante no tratamento da criança hiperativa, com tratamento Neurológico. (Recomenda-se algumas vezes; Psicopedagogia ou Reabilitação Cognitiva)
1-Medicação
2-Treinar pais e
educadores
-monitoramento
(auto-observação e registro)
-avaliação e auto elogio
(interiorizar critério de avaliação)
-treinamento de correspondência
entre o que se diz e o seu comportamento
a- passada (valoriza-se
verbalização da conduta e comunicação #
agir-comunicar: “criança descreva de forma precisa sua conduta
passada”.
b- futura (valoriza-se
verbalização da comunicação e conduta # comunicar-agir:
“criança comporta-ser de
forma coerente em relação às previsões da conduta futura”)
auto-instruir-se.
-reestruturar cognitivamente,
revendo pensamentos distorcidos como: “Eu não consigo fazer nada direito ou
Ninguém gosta de mim”.Assinalando a super-generalização.
3- No ambiente de reeducação
deve haver um número limitado de estímulos- não adianta a apresentação de
grande número de estímulos, vários jogos e brinquedos ao mesmo tempo. Deve-se
ter o cuidado de apresentar um estímulo,por vez, para que a criança mantenha o
interesse e a atenção por mais tempo possível.
4- Aprender auto-controle.
5- Conhecer espaço sócio-cultural de convivência do cliente.
6- Lidar com empatia.
Síndrome do Déficit de Atenção
Diagnóstico
Diferencial
Existem
algumas patologias com uma sintomatologia semelhante à SDA, tornando-se
difícil um diagnóstico diferencial.
A
seguir será feito um paralelo entre a SDA e outras patologias.
Problemas Psicológicos Graves - Nesses tipos de distúrbios, a criança
geralmente possui hiperatividade. Porém, uma das diferenças encontradas que a
difere da criança com SDA é que esta hiperatividade cessa em alguns momentos,
principalmente quando a criança se encontra em situações novas ou difíceis.
Quando, por exemplo, uma criança vai a casa de um desconhecido, ela procura,
primeiramente , reconhecer o ambiente e as pessoas. Enquanto a criança com SDA,
já entra no ambiente mexendo em tudo, inquieta, sobe e desce escadas...
Autismo- O que difere a criança autista da criança com SDA é o tipo de
hiperatividade.
Na criança autista a hiperatividade é na maioria das vezes esteriotipadas,
ritmada e repetitiva, ou seja, sempre com os mesmos movimentos numa mesma seqüência.
Em alguns momentos a hiperatividade cessa para dar lugar a outras atitudes como
por exemplo o choro, o riso, outras expressões faciais, etc.
Enquanto que na criança com SDA, a hiperatividade não cessa nunca, nem para
dar lugar a outros comportamentos.
Deficiência Auditiva - Este diagnóstico diferencial é muito importante, pois
muitas vezes a mãe traz a queixa de que a criança " não escuta
bem", ou "não presta atenção quando os outros falam com ela" e
quando submetida á avaliação audiológica não é detectada uma alteração
auditiva.
É nesse momento que o profissional pode suspeitar da SDA, principalmente se a
avaliação audiológica for normal, somada a sintomas como hiperatividade e
dificuldades escolares.
Esta criança pode apresentar uma audiometria normal e queixa por parte dos pais
de que ela "não escuta direito", tanto devido a dificuldades na seleção
dos estímulos, devido a falta de maturidade do SNC ,especialmente da formação
reticular, quanto por uma dificuldade no cumprimento das etapas do processamento
auditivo central( principalmente a atenção) .
Dislexia -Em crianças com SDA comumente, pode-se encontrar, quadros de
disgrafia, discalculia e dislexia( dificuldade para ler e escrever).A disgrafia
deve-se em geral à incoordenação motora. A discalculia pode ser proveniente
da dificuldade que a criança possui da noção de equivalência quantitativa. A
dislexia deve-se a dificuldade de concentração e reconhecimento dos símbolos
gráficos.
Contudo, é importante ser feito o diagnóstico diferencial da criança com
dislexia e da criança com SDA e sintoma de dislexia.
O paciente disléxico tem dificuldades de reconhecimento estritamente
relacionados com símbolos gráficos, não possui falhas de concentração
e atenção como em clientes com SDA.
Um exemplo disso, é que uma criança com dislexia tem dificuldade na escrita,
mas é capaz de realizar um jogo sem dificuldades em prestar atenção nas
regras que envolvem o mesmo. Enquanto a criança com SDA possuirá dificuldade
em perceber as regras, e manter atenção para tal atividade.
Deficiência Mental-A criança portadora de deficiência mental possui seu
desenvolvimento intelectual prejudicado, o que a impede em alguns momentos de
realizar determinadas atividades, ou seja, ela é incapaz de entender, por
exemplo, regras de jogos mais complexos.
Enquanto a criança com SDA, não é incapaz por ter função intelectual
prejudicada ou deficiente, mas por ter dificuldade no campo da atenção.
A criança com Deficiência Mental na maioria das vezes pode não apresentar uma
hiperatividade, mas sim um estado de agitação.
Outra característica da criança com deficiência mental é o quadro de
hipotonia que a acompanha.
Afasia de Evolução - o que a diferencia da SDA é principalmente a existência
de uma lesão cerebral, o que não acontece na SDA.
No texto: " Síndrome
do Déficit de Atenção" Christiane Araújo Angelotti a autora contou com
a colaboração ,na Parte I das Fonoaudiólogas: Kátia Meneghetti e Dinorah Q.
L de Vita no ano de 1996.
Pesquisa Alexandre Rivero