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300.01 Transtorno de Pânico Sem Agorafobia
300.21 Transtorno de Pânico Com Agorafobia
300.22 Agorafobia Sem Histórico de Transtorno de Pânico
300.29 Fobia Específica
300.23 Fobia Social
300.3 Transtorno Obsessivo-Compulsivo
309.81 Transtorno de Estresse Pós-Traumático
308.3 Transtorno de Estresse Agudo
300.02 Transtorno de Ansiedade Generalizada
293.83 Transtorno de Ansiedade Devido a ...
300.01 Transtorno de Pânico
Sem Agorafobia
Critérios Diagnósticos
A. Tanto (1) como (2):
(1) Ataques de Pânico recorrentes e inesperados
(2) Pelo menos um dos ataques foi seguido pelo período mínimo de 1 mês
com uma (ou mais) das seguintes características:
(a) preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais
(b) preocupação acerca das implicações do ataque ou suas conseqüências
(p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, enlouquecer)
(c) uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques
B. Presença de Agorafobia
C. Os ataques de Pânico não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de
uma substância (p.ex, droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral (p. ex. hipertireoidismo).
D. Os Ataques de Pânico não são mais bem explicados por outro transtorno
mental, como Fobia Social (p. ex., ocorrendo quando da exposição a
situações sociais temidas), Fobia Específica (p. ex., quando da
exposição a uma situação fóbica específica), Transtorno
Obsessivo-Compulsivo (quando da exposição à sujeira, em alguém com uma
obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (p.
ex., em resposta a estímulos associados a um estressor grave) ou
Transtorno de Ansiedade de Separação (p. ex., em resposta a estar
afastado do lar ou de entes queridos).
300.21 Transtorno de Pânico
Com Agorafobia
Critérios Diagnósticos
A. Tanto (1) como (2):
(1) Ataques de Pânico recorrentes e inesperados
(2) Pelo menos um dos ataques foi seguido pelo período mínimo de 1 mês
com uma (ou mais) das seguintes características.
(a) preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais
(b) preocupação acerca das implicações do ataque ou suas conseqüências
(p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, enlouquecer)
(c) uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques
B. Presença de Agorafobia
C. Os Ataques de Pânico não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral (p. ex., hipertireoidismo).
D. Os ataques de Pânico não são mais bem explicados por outro transtorno
mental, como Fobia Social (p. ex., ocorrendo quando da exposição a
situações sociais temidas), Fobia Específica (p. ex., quando da
exposição a uma situação fóbica específica), Transtorno
Obsessivo-Compulsivo (quando da exposição à sujeira, em alguém com uma
obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (p.
ex., em resposta a estímulos associados a um estressor grave) ou
Transtorno de Ansiedade de Separação (p. ex., em resposta a estar
afastado do lar ou de entes queridos).
300.22 Agorafobia Sem
Histórico de Transtorno de Pânico
Critérios Diagnósticos
A. Presença de Agorafobia relacionada ao medo de desenvolver sintomas
tipo pânico (p. ex., tontura ou diarréia).
B. Jamais foram satisfeitos os critérios para Transtorno de Pânico
C. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral.
D. Na presença de uma condição médica geral associada, o medo descrito
no Critério A excede claramente aquele em geral associado com a
condição.
300.29 Fobia Específica
Critérios Diagnóstico
A. Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela
presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (p. ex., voar,
alturas, animais, tomar uma injeção, ver sangue).
B. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente,
uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um
Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação. Nota:
Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de
raiva, imobilidade ou comportamento aderente.
C. O indivíduo reconhece que o modo é excessivo ou irracional. Nota: Em
crianças, esta característica pode estar ausente.
D. A situação fóbica (ou situações) é evitada ou suportada com intensa
ansiedade ou sofrimento.
E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida (ou
situações) interfere significativamente na rotina normal do indivíduo,
em seu funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou em atividades ou
relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a
fobia.
F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses.
G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou a esquiva fóbica associados com
o objeto ou situação especíica não são mais bem explicados por outro
transtorno mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (p. ex., medo de
sujeira em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de
Estresse Pós-Traumático (p. ex., esquiva de estímulos associados a um
estressor grave), Transtorno de Ansiedade de Separação (p. ex., esquiva
da escola), Fobia Social (p. ex., esquiva de situações sociais em vista
do medo do embaraço), Transtorno de Pânico Com Agorafobia ou Agorafobia
Sem Histórico de Transtorno de Pânico.
Especificar tipo:
Tipo Animal
Tipo Ambiente Natural (p. ex., alturas, tempestades, água)
Tipo Sangue-Injeção-Ferimentos
Tipo Situacional (p. ex., aviões, elevadores, locais fechados).
Outro Tipo (p. ex., esquiva fóbica de situações que podem levar a
asfixia, vômitos ou a contrair uma doença; em crianças, esquiva de sons
altos ou personagens vestidos com trajes de fantasia).
300.23 Fobia Social
Critérios Diagnósticos
A. Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de
desempenho, nas quais o indivíduo é exposto a pessoas estranhas ou ao
possível escrutínio por terceiros. O indivíduo teme agir de um modo (ou
mostrar sintomas de ansiedade) que lhe seja humilhante e vergonhoso.
Nota: Em crianças, deve haver evidências de capacidade para
relacionamentos sociais adequados à idade com pessoas que lhes são
familiares e a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus
pares, não apenas em interações com adultos.
B. A exposição à situação social temida quase que invariavelmente
provoca ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico
ligado a situação ou predisposto por situação. Nota: Em crianças, a
ansiedade pode ser expressa por choro, ataques de raiva, imobilidade ou
afastamento de situações sociais com pessoas estranhas.
C. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: Em
crianças, esta característica pode estar ausente.
D. As situações sociais e de desempenho temidas são evitadas ou
suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento.
E. A esquiva, a antecipação ansiosa u o sofrimento na situação social ou
de desempenho temida interferem significativamente na rotina, no
funcionamento ocupacional (acadêmico), em atividades sociais ou
relacionamentos do indivíduo, ou existe sofrimento acentuado por ter a
fobia.
F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração é de no mínimo 6 meses.
G. O temor ou esquiva não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral nem é mais bem explicado por outro transtorno mental (p.
ex., Transtorno de Pânico Com ou Sem Agorafobia, Transtorno de Ansiedade
de Separação, Transtorno Dismórfico Corporal, Transtorno Global do
Desenvolvimento ou Transtorno da Personalidade Esquizóide).
H. Em presença de uma condição médica geral ou outro transtorno mental,
o medo no Critério A não tem relação com estes; por exemplo, o medo não
diz respeito a Tartamudez, tremor na doença de Parkinson ou manifestação
de um comportamento alimentar anormal na Anorexia Nervosa ou Bulimia
Nervosa.
Especificar se:
Generalizada: se os temores incluem a maioria das situações sociais
(considerar também o diagnóstico adicional de Transtorno da
Personalidade Esquiva).
300.3 Transtorno
Obsessivo-Compulsivo
Critérios Diagnósticos
A. Obsessões ou compulsões:
Obsessões, definidas por (1), (2), (3) e (4):
(1) pensamentos impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em
algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos
e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento.
(2) Os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações
excessivas com problemas da vida real
(3) A pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou
imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação
(4) A pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens
obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de
fora, como na inserção de pensamntos)
Compulsões, definidas por (1) e
(2)
(1) comportamentos repetitivos (p. ex., lavar as mãos, organizar,
verificar) ou atos mentais (p. ex., orar, contar ou repetir palavras em
silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma
obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas
(2) os comportamentos ou atos mentais visam prevenir ou reduzir o
sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses
comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que
visam neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.
B. Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu
que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Nota: Isso
não se aplica a crianças.
C. As obsessões ou compulsões causam acentuado sofrimento, consomem
tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou interferem significativamente na
rotina, no funcionamento ocupacional (ou acadêmico), em atividades ou
relacionamentos sociais habituais do indivíduo.
D. Se um outro transtorno do Eixo I está presente, o conteúdo das
obsessões ou compulsões não está restrito a ele (p. ex., peocupação com
alimentos na presença de um Transtorno da Alimentação; arrancar os
cabelos na presença de Tricotilomania; preocupação com a aparência na
presença de Transtorno Dismórfico Corporal; preocupação com drogas na
presença de um Transtorno por Uso de Substância; preocupação com ter uma
doença grave na presença de Hipocondria; preocupação com anseios ou
fantasias sexuais na presença de uma Parafilia; ruminações de culpa na
presença de um Transtorno Depressivo Maior).
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamentos) ou de uma condição
médica geral.
Especificar se:
Com Insight Pobre: se, na maior parte do tempo durante o episódio atual,
o indivíduo não reconhece que as obsessões e compulsões são excessivas
ou irracionais.
309.81 Transtorno de
Estresse Pós-Traumático
Critérios Diagnósticos
A. Exposição a um evento traumático no qual os seguintes quesitos
estiveram presentes:
(1) a pessoa vivenciou, testemunhou ou foi confrontada com um ou mais
eventos que envolveram morte ou grave ferimento, reais ou ameaçados, ou
uma ameaça à integridade física, própria ou de outros
(2) a resposta da pessoa envolveu intenso medo, impotência ou horror,
Nota: Em crianças, isto pode ser expressado por um comportamento
desorganizado ou agitado.
B. O evento traumático é persistentemente revivido em uma (ou mais) das
seguintes maneiras:
(1) recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas do evento, incluindo
imagens, pensamentos ou percepções. Nota: Em crianças pequenas, podem
ocorrer jogos repetitivos, com expressão de temas ou aspectos do trauma.
(2) Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento. Nota: Em crianças podem
ocorrer sonhos amedrontadores sem um conteúdo identificável.
(3) Agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo
novamente (inclui um sentimento de revivência da experiência, ilusões,
alucinações e episódios de flashbacks dissociativos inclusive aqueles
que ocorrem ao despertar ou quando intoxicado). Nota: Em crianças
pequenas pode ocorrer reencenação específica do trauma.
(4) Sofrimento psicológico intenso quando da exposição a indicios
internos ou externos que simbolizam ou lembram algum aspecto do evento
traumático.
(5) Reatividade fisiológica na exposição a indícios internos ou externos
que simbolizam ou lembram algum aspecto do evento traumático.
C. Esquiva persistente de estímulos associados com o trauma e
entorpecimento da reatividade geral (não presente antes do trauma),
indicados por três (ou mais) dos seguintes quesitos.
(1) esforços no sentido de evitar pensamentos, sentimentos ou conversas
associadas com o trauma
(2) esforços no sentido de evitar atividades, locais ou pessoas que
ativem recordações do trauma
(3) incapacidade de recordar algum aspecto importante do trauma
(4) redução acentuada do interesse ou da participação em atividades
significativas
(5) sensação de distanciamento ou afastamento em relação a ouatras
pessoas
(6) faixa de afeto restrita (p. ex., incapacidade de ter sentimentos de
carinho)
(7) sentimento de um futuro abreviado (p. ex., não espera ter uma
carreira profissional, casamento, filhos ou um período normal de vida).
D. Sintomas persistentes de excitabilidade aumentada (não presentes
antes do trauma), indicados por dois (ou mais) dos seguintes quesitos:
(1) dificuldade em conciliar ou manter o sono
(2) irritabilidade ou surtos de raiva
(3) dificuldade em concentrar-se
(4) hipervigilância
(5) resposta de sobressalto exagerada
E. A duração da perturbação (sintomas dos Critérios B, C e D) é superior
a 1 mês.
F. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
Especificar se:
Agudo: se a duração dos sintomas é inferior a 3 meses
Crônico: se a duração dos sintomas é superior a 3 meses
Especificar se:
Com Início Tardio: se o início dos sintomas ocorre pelo menos 6 meses
após o estressor.
308.3 Transtorno de Estresse Agudo
Critérios Diagnósticos
A. Exposição a um evento traumático no qual ambos os seguintes quesitos
estiveram presentes:
(1) a pessoa vivenciou, testemunhou ou foi confrontada com um ou mais
eventos que envolveram morte ou sérios ferimentos, reais ou ameaçados,
ou uma ameaça à integridade física, própria ou de terceiros.
(2) a resposta da pessoa envolveu intenso medo, impotência ou horror
B. Enquanto vivenciava ou após vivenciar o evento aflitivo, o indivíduo
tem três (ou mais) dos seguintes sintomas dissociativos:
(1) um sentimento subjetivo de anestesia, distanciamento ou ausência de
resposta emocional
(2) uma redução da consciência quanto às coisas que o rodeiam (p. ex.,
¨estar como em um sonho¨)
(3) desrealização
(4) despersonalização
(5) amnésia dissociativa (i. é, incapacidade de recordar um aspecto
importante do trauma)
C. O evento traumático é persistentemente revivido no mínimo de uma das
seguintes maneiras: imagens, pensamentos, sonhos, ilusões e episódios de
flashbacks recorrentes, uma sensação de reviver a experiência, ou
sofrimento quando da exposição a lembranças do evento traumático.
D. Acentuada esquiva de estímulos que provocam recordações do trauma (p.
ex., pensamaentos, sentimentos, conversas, atividades, locais e
pessoas).
E. Sintomas acentuados de ansiedade ou maior excitabilidade (p. ex.,
dificuldade para dormir, irritabilidade, fraca concentração,
hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada, inquietação motora).
F. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo e prejudica sua capacidade de realizar alguma tarefa
necessária, tal como obter o auxílio necessário ou mobilizar recursos
pessoais, contando aos membros da família acerca da experiência
traumática.
G. A perturbação tem duração mínima de 2 dias e máxima de 4 semanas, e
ocorre dentro de 4 semanas após o evento traumático.
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral, não é mais bem explicada por um Transtorno Psicótico
Breve, nem representa uma mera exacerbação de um transtorno preexistente
do Eixo I ou Eixo II.
300.02 Transtorno de Ansiedade Generalizada
Critérios Diagnósticos
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva),
ocorrendo na maioria dos dias pelo período mínimo de 6 meses, com
diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou
profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos
seguintes seis sintomas (com pelo menos alguns deles presentes na
maioria dos dias nos últimos 6 meses). Nota: Apenas um item é exigido
para crianças.
(1) inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele
(2) fatigabilidade
(3) dificuldade em concentrar-se ou sensações de ¨branco¨ na mente
(4) irritabilidade
(5) tensão muscular
(6) perturbação do sono (dificuldades em conciliar ou manter o sono, ou
sono insatisfatório e inquieto)
D. O foco da ansiedade ou preocupação não está confinado a aspectos de
um transtorno do Eixo I; por exemplo, a ansiedade ou preocupação não se
refere a ter um Ataque de Pânico (como no Transtorno de Pânico), ser
envergonhado em público (como na Fobia Social), ser contaminado (como no
Transtorno Obsessivo-Compulsivo), ficar afastado de casa ou de parentes
próximos (como no Transtorno de Ansiedade de Separação), ganhar peso
(como na Anorexia Nervosa), ter múltiplas queixas físicas (como no
Transtorno de Somatização) ou ter uma doença grave (como na
Hipocondria), e a ansiedade ou preocupação não ocorre exclusivamente
durante o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.
E. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou
ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
F. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma
substância (droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral
(p. ex., hipertireoidismo) nem ocorre exclusivamente durante um
Transtorno do Humor, Transtorno Psicótico ou Transtorno Global do
Desenvolvimento.
293.83 Transtorno de Ansiedade Devido a ... [Indicar a Condição Médica
Geral]
Critérios Diagnóstico
A. Ansiedade proeminente, Ataques de Pânico, obsessões ou compulsões
predominam no quadro clínico
B. Existem evidências, a partir do histórico, do exame físico ou dos
achados laboratoriais, de que a perturbação é a conseqüência fisiológica
direta de uma condição médica geral.
C. A perturbação não é explicada por outro transtorno mental (p. ex.,
Transtorno da Adaptação Com Ansiedade, no qual o estressor é uma séria
condição médica geral).
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um
Delirium.
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
Especificar se:
Com Ansiedade Generalizada: se houver predomínio de ansiedade ou
preocupação excessivas com diversos eventos ou atividades no quadro
clínico.
Com ataques de Pânico: se houver predomínio de Ataques de Pânico no
quadro clínico.
Com Sintomas Obsessivo-Compulsivos: se houver predomínio de obsessões ou
compulsões no quadro clínico.
Nota para codificação: Incluir o
nome da condição médica geral no Eixo I, por exemplo, 293.84 Transtorno
de Ansiedade Devido a Feocromocitoma, Com Ansiedade Generalizada;
codificar também a condição médica geral no Eixo III (Ver Apêndice G
para códigos).
----.-- Transtorno de Ansiedade
Induzido Por Substância) (Consultar Transtornos Relacionados a
Substâncias para os códigos específicos das Substâncias)
Critérios Diagnósticos
A. Ansiedade proeminente, Ataques de Pânico, obsessões ou compulsões
predominam no quadro clínico.
B. Existem evidências, a partir do histórico, do exame físico ou de
achados laboratoriais, de (1) ou (2):
(1) os sintomas no Critério A desenvolveram-se durante ou dentro de um
mês após a Intoxicação ou Abstinência de Substância
(2) o uso de um medicamento está etiologicamente relacionado com o
distúrbio
C. O distúrbio não é mais bem explicado por um Transtorno de Ansiedade
não induzido por substância. As evidências de que os sintomas são mais
bem explicados por um Transtorno de Ansiedade não iduzido por subtância
podem incluir as seguintes: os sintomas precedem o início do uso da
substância (ou medicamento); os sintomas persistem por um período
substancial de tempo (p. ex., cerca de 1 mês) após a cessação da
abstinência aguda ou grave intoxicação ou excedem substancialmente os
que seriam esperados, tendo em vista o tipo ou a quantidade da
substância usada ou a duração de seu uso; ou existem outras evidências
sugerindo a existência de um Transtorno de Ansiedade independente, não
induzido por substância (p. ex., um histórico de episódios recorrentes
não relacionados à substância).
D. O distúrbio não ocorre exclusivamente durante o curso de um delirium.
E. O distúrbio causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo
no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
Nota: Este diagnóstico deve ser
feito em vez de um diagnóstico de Intoxicação com Substância ou
Abstinência de Substância apenas quando os sintomas de ansiedade excedem
os habitualmente associados com a síndrome de intoxicação ou
abstinência, e quando os sintomas de ansiedade são suficientemente
graves a ponto de indicar atenção clínica independente.
Codificar Transtorno de
Ansiedade Induzido por [Substância Específica]
(291.89 Álcool: 292.89 Anfetamina (ou Substância Assemelhada); 292.89
Cafeína; 292.89 Cannabis; 292.89 Cocaína: 292.89 Alucinógeno; 292.89
Inalante; 292.89 Fenciclidina (ou Substância Assemelhada); 292.89
Sedativos, Hipnóticos ou Ansiolíticos; 292.89 Outra Substância [ou
Substância Desconhecida]).
Especificar se:
Com Ansiedade Generalizada: se no quadro clínico houver predomínio de
ansiedade ou preocupação excessivas acerca de diversos eventos ou
atividades.
Com Ataques de Pânico: se no quadro clínico houver predomínio de Ataques
de Pânico.
Com Sintomas Obsessivo-Compulsivos: se no quadro clínico houver
predomínio de obsessões ou compulsões.
Com Sintomas Fóbicos: se no quadro clínico houver predomínio de sintomas
fóbicos.
Com Início Durante a Intoxicação: se são satisteitos os critérios para
Intoxicação com a substância e se os sintomas se desenvolvem durante a
síndrome de intoxicação.
Com Início Durante a Abstinência: se são satisfeitos os critérios para
Abstinência da substância e se os sintomas se desenvolvem durante ou
logo após uma síndrome de abstinência.
300.0 Transtorno de
Ansiedade SOE
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