Quando uma Instituição Adoece!

Modernizar uma instituição não significa apenas colocar novos líderes, muitas vezes estes novos líderes são antigos no conservadorismo de outras instituições, vivendo um rodízio empresarial sem fim.... Apenas mudando a aparência em "novas contratações". Modernizar é criar encantamento e saúde na instituição, antecipar-se as necessidades dos clientes criando um sistema de fidelidade. Modernizar é entusiasmar os colaboradores a se orgulharem em trabalhar na empresa, pela sua qualidade ética e competência. Modernizar é respeitar o patrimônio profissional e cultural dos colaboradores, oferecer atualização e capacitação para eles, disponibilizar de maneira digna recursos de aprimoramento e excelência na prestação de serviços ou desenvolvimento de produtos. Potencializar uma empresa é criar elos com a comunidade com responsabilidade social, praticar uma política transparente e uma propaganda de respeito ao consumidor. Renovar uma instituição é mais do que mudar seus quadros de lideranças é transformar os processos internos da organização, o "modo de fazer".

Quando uma Instituição adoece os clientes desaparecem, o medo toma conta da instituição, a conversa de corredores substitui as reuniões, colaboradores leais são afastados e transferidos por insegurança das novas lideranças chamados a intervir. A renovação é estabelecida na aparência na mudança de nomes de líderes. Estes novos  líderes por vezes buscam colocar seu pessoal na direção, a inversão de valores ascende  na escala de princípios, lideranças hostis sem polidez , ofendem  e constroem antipatias para si mesmas e o pior para instituição, acreditam-se interventores e "salvadores da pátria". Tudo em nome da Pseudo Mudança, que expressa a resistência e patologia da instituição em mudar. Líderes com ausência de COMPROMISSO ÉTICO apresentam-se para servir a "fachada da mudança" vivem a submissão aos acionistas e tentam quebrar a honradez dos colaboradores comprometidos com a instituição, maquiavélicos e adoecidos tramam nos bastidores utilizando-se de mentiras e implorando para não serem reveladas suas confissões que visam desgastar todos aqueles que poderiam por em risco seus cargos ou suas ambições pessoais de praticarem o nepotismo.  Fazem insinuações, ironias sem nunca completar as frases. Vangloriam-se de falar "na cara o que pensam", bobagem, pois praticam o autoritarismo despudorado e ainda esperam aplausos por suas indignidades. O assédio moral é seu instrumento cotidiano, AFIM DE MANTER A PARALISIA INSTITUCIONAL. Estimulam princípios perfeccionistas  para seus adversários e para com os protegidos praticam a "generosa" negligência. "Engenheiros anti-sociais", justificam-se e elaboram planos para explicar o insucesso de suas gestões, desde a realidade de mercado, a filosofia dos acionistas e acidentes de percurso; esquecem-se de que quando assumiram a posse não ponderaram que os ex líderes  poderiam também estar expostos as mesmas vicissitudes do mercado e contexto situacional. Encarnam conservas culturais, crenças disfuncionais, padrões limitantes de comportamento, temem mediar organizações aprendentes, que permitam a emergência de processos avançados de reflexão e monitoração para criar Excelência.

Marcham com arrogância, que esconde suas inseguranças e medos da sua incompetência. Ignoram a cultura empresarial, o contexto sócio-cultural da empresa, apóiam-se em palavras de fachada, com ar de contemporaneidade. Solenes rebuscam falhas, pontos negativos em todos os que ousam contribuir e superar a inércia. Instalam a resistência nociva para os avanços necessários. Praticam um pseudo e pobre "questionamento socrático" fazem o  esconde-esconde deles mesmos. Gostam de embaraçar os transparentes, os autênticos no disfarce  de analisarem detalhes, que possibilitam a perda de foco da missão da organização. A palavra elogio, fortalecer a auto-estima de seus subordinados é abominada. Praticam o que há de mais conservador e ultrapassado em gestão de pessoas. Diante do novo ridicularizam, dada a forte desatualização que lhes caracteriza. Justificar e sugerir posições de vanguarda, impossível! Pois como  pseudos intelectuais supõe deterem o topo da excelência em técnicas e teorias.  As  "armas" preferidas são:  ironia, cinismo, fofoca e desgaste da honradez das pessoas. Estes mecanismos de defesa impedem que processos psicológicos superiores sejam desenvolvidos na instituição.

Após um período de sustentação e embuste, os resultados aparecem, como evitá-los?  Os dados estatísticos são contumazes e ignoram suas trapaças morais e resistências ao novo. O colapso se aproxima e a máxima de todos os tempos se impõe: " É pelos frutos  que se conhece a árvore" . Os resultados mostram-se duvidosos e incertos, a organização está em declínio.

Empresários com responsabilidade social e corporativa são obrigados a cultivarem bom senso e ajuizarem sobre estes líderes aventureiros que desestabilizam irresponsavelmente instituições de renome, reduzindo-as a "brinquedos quebrados", que quando cansados de brincar relegam a um "canto escuro" ou  ao "lixo". Fazendo a mediação e a manutenção da patologia institucional.

Instituições e Empresas são patrimônios que transcendem as efemeridades e mesmo aos "donos", geram empregos, constroem cultura, revelam o patrimônio sócio-cultural de um povo, criam modelos de justiça e difundem valores.

Empreendedores não permitam que suas empresas desenvolvam "transtorno de conduta", por quebra de valores, ou "transtorno de evitação" por chefias grosseiras e ácidas, a boa educação e relações pródigas em elegância são fundamentais no 3º milênio.  Não aliem-se a "cultura do pânico" com líderes que exageram e  catastrofizam atitudes de colaboradores experientes, neguem-se ao cultivo da depreciação e os quadros de avaliação negativos de mercado que patrocinam a "depressão".  Enfim fortaleçam a auto-estima de seus colaboradores e a identidade de seu empreendimento e não tenham receio em voltar atrás e rever as admissões de líderes inaptos sem perfil para criar riqueza e atrair colaboradores e clientes. Retomem o caminho da mudança para processos psicológicos superiores em suas organizações como:

1- memória de longo prazo (preservação histórica da instituição),

2- capacidade de expressão do valor de seus colaboradores e clientes,

3- atenção  e concentração na missão institucional,

4- exercício permanente de revisão das estratégias organizacionais, utilizando-se da reflexão com lógica abstrata,

5- estabelecimento da qualidade aprendente na organização,

6- criatividade no lido com problemas e desafios,

7- auto-controle para um gerenciamento sólido que supere a impulsividade,

8- fortalecimento de uma escala de valores éticos na instituição,

Perguntem-se:

- "Caso eu fosse cliente ou colaborador, me sentiria encantado com a atmosfera otimista e positiva da instituição, construída pelo líder? Este líder é caloroso, encorajador, constrói uma rede de relações de envolvimento com a instituição? O clima organizacional melhorou, após sua contratação?"

As  lideranças negativistas praticam a depredação institucional, criam o medo, a hostilidade, a atmosfera negativa e patrocinam  a  propaganda da dificuldade.  Vamos "abrir as portas", "retirar as correntes enferrujadas", aceitar desafios e entusiasmar nosso pessoal, para VENCERMOS. (AS PONDERAÇÕES DESCABIDAS, AS RETICÊNCIAS, AS FOFOCAS E AS PICUINHAS SÃO ANCORAS, QUE IMPENDEM NOSSA "EMBARCAÇÃO" DE LANÇAR-SE AO "MAR"). O líder na organização tem um papel fundamental no exercício do Sucesso Organizacional e na Saúde Mental de seus colaboradores, clientes e na instituição de forma geral.

Sucesso em seus empreendimentos,

Atenciosamente,

Alexandre Rivero