Vencendo o Pânico
Sou J. P. na adolescência tive uma crise de aflição muito forte, medo intenso, achava que ficaria louco, meu coração aumentava a frequência, parecia que desmaiaria, tremia e sentia contrações musculares. Procurei cardiologista, clínico e não foi encontrado nada que justificasse as crises. Tinha vergonha de falar para as pessoas, comecei evitar sair de casa, não sabia quando iria aparecer uma nova crise. Passei a ter medo de sentir medo. Minha vida ficou limitada (namoro, amigos, trabalho, vagens, etc...), pensava que se as pessoas soubessem o que eu tinha me achariam louco. As crises foram se agravando, aconteciam em casa, na rua, no cinema, na escola...Quantas vezes me tranquei no banheiro
e chorei querendo que a crise passasse, mordia meus lábios para não sentir aflição tão forte. Quanto mais lutava contra piorava ainda mais. Eu não entendia de onde vinha aquilo tudo, é como se um monstro fosse me atacar. Em 1999 li um texto de jornal sobre "Sindrome do Pânico", tudo começava a se esclarecer. Era exatamente o que eu sentia durante anos! Busquei ajuda psicológica, uma psicóloga que tinha muito conhecimento sobre este adoecimento, explicou-me dos efeitos da ansiedade, das alterações químicas, da adrenalina e disse que o meu comportamento de querer parar o que eu sentia a todo custo ou descobrir a causa só estava gerando mais ansiedade e pânico. Ela pediu para eu ler os sintomas do Transtorno do Pânico, me identifiquei. Iniciei terapia cognitiva-comportamental, durante 6 meses tive acompanhamento médico. Hoje faz 1 ano de terapia estou muito melhor, não tenho
mais crises de pânico, mas sei que tenho uma tendência a exagerar os acontecimentos e isto me causa ansiedade. Procuro perceber e interromper estes pensamentos exagerados.Estou conseguindo dirigir carro, sair sozinho e namorar.
Histórias de Superação:
Histórias que retratam a superação de transtornos psicológicos. Registros da importância do tratamento psicológico algumas vezes associado ao tratamento médico.
Casos Clínicos que ilustram o valor do diagnóstico e a intervenção psicoeducativa, permitindo ao paciente apropriar-se do conhecimento científico (biblioterapia).